As pulgas são pequenos insetos incluídos na Ordem Siphonaptera (siphos= sifão ou tubo, aptera= sem asas). São ectoparasitas (parasitas externos), que na fase adulta alimenta-se de sangue de mamíferos, incluído os seres humanos e algumas aves. São hematófogas ou seja, necessitam do sangue dos seus hospedeiros para sobreviver. A picada, além de irritação na pele de algumas pessoas mais sensíveis, transmite uma série de doenças provocadas por vírus, bactérias e vermes.
     Mais de 2500 espécies de pulgas foram descritas no mundo, sendo menos de 60 encontradas no Brasil. A relação das pulgas com seus hospedeiros é bastante específica (interação específica), por exemplo existe a pulga de gato, do cachorro, de morcego, de homem. Eventualmente as pulgas de animais domésticos picam seres humanos, alimentando-se do sangue destes. Podemos citar como exemplo a pulga-de-rato (Xenopsyla queops), infectada pela bactéria  Yersinia pestis que é a causadora da peste bubônica e Rickettsia typhi (causadora do Tifo). A própria pulga pode ser a causadora de injúrias para o ser humano. Pulex irritans é a pulga-do-homem, ela causa coceira, vermelhidão e inflamação no local da mordida. No caso de Tunga penetrans mais conhecido como “bicho-do-pé”, a fêmea entra debaixo da pele do homem, geralmente no pé, e suga o sangue do hospedeiro, este processo pode resultar uma grande infecção tetânica ou gangrenosa. Desta forma são importantes para a saúde publica as espécies Pulex irritans (pulga-do-homem), Xenopsyla queops (pulga-de-rato), Tunga penetrans (bicho-do-pé) prejudicando o seu bem estar e por causarem doenças ao homem. 
     Durante o seu ciclo de vida, a pulga passa pelas fases de ovo, larva, pupa e imago, sendo por tanto insetos holometabólicos, ou seja, realizam metamorfose completa. Em condições favoráveis de temperatura e umidade, o ciclo se completa em cerca de 30 dias. As pulgas depositam seus ovos no pelo de animais, estes caem no solo e se desenvolvem nas fases jovens da pulga. Ao atingirem a fase adulta permanecem no casulo à espera de algum estímulo, como barulho, calor, vibração, alterações na concentração de CO2 e na umidade relativa do ar, etc. Sem estes estímulos permanecem no casulo esperando o ambiente ficar mais propício. 
    O controle das pulgas deve ser realizado nos animais e nos locais onde as pulgas se desenvolverão em jovens como frestas dos assoalhos, debaixo de almofadas de poltronas e sofás, bordas de colchões, base de tapetes e carpetes.  Medidas de higiene com os animais devem ser tomadas a fim de evitar ou eliminar a infestação, como por exemplo, colocar uma toalha onde o animal dorme e lavá-la uma vez por semana; passar o aspirador de pó ao invés de usar a vassoura, pelo menos uma vez por semana, importante descartar o filtro do aspirador após a limpeza. Tanto ovos de pulgas quanto indivíduos jovens podem ficar no filtro e depois se transformarem em adultos. A proteção com produtos com efeito residual deve ser feito com animais que são levados a rua para passeios. A escolha do produto deverá ser realizada mediante a assistência de um veterinário, que indicará a dosagem e o produto mais adequado. No caso de grandes infestações deverá ser contratada uma empresa especializada no controle de pragas urbanas. 

Referências citadas


INEA. 2019. Disponível em: http://www.inea.rj.gov.br/Portal/Agendas/LicenciamentoAmbiental/Licenciamento-saiba-mais/Controledevetoresepragas/index.htm&lang=PT-BR. Acesso em: 22 jan. 2019.
 COMISSÃO NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA VETERINÁRIA (CNSPV). Revista CFMV, Brasília, DF, ano XV, n.48, p. 9-14, 2009. Disponível em: <http://www.cfmv.org.br/portal/revista.php?pg=revista/edicoes_anteriores.php>. Acesso em: 21 jan. 2019.
SÃO PAULO. Secretaria de Meio Ambiente. 2013. Fauna Urbana vol 1. Cadernos de educação ambiental 17. Disponível em: http://arquivo.ambiente.sp.gov.br/cea/2013/11/caderno-educacao-ambiental-17-vol-1.pdf. Acesso em: 22. jan. 2019.