Vamos falar aqui um pouco sobre cupins. Os cupins causam verdadeiros estragos em nossas casas, sendo uma das pragas mais difíceis de controlar. Apresentaremos de uma forma geral os cupins, suas castas e funções nos cupinzeiros. Iremos responder questões como: Você sabia que nem todos os cupins são considerados pragas urbanas. Quais são as espécies de cupins ocorrem em ambiente urbano? Você sabe como os cupins chegam as nossas casas? Você sabe identificar uma infestação de cupins na sua casa? Você pode conferir também algumas dicas de prevenção contra as infestações por cupins na sua residência. Estas são indicadas em Descupinização no próprio site da Sanitas. 

Cupins insetos eussociais e suas funções no cupinzeiro

Os cupins são insetos eussociais, ou seja, verdadeiramente sociais. Os cupins fazem ninhos altamente organizados conhecidos como cupinzeiros. No cupinzeiro o número de cupins pode chegar a milhões de indivíduos. Cada cupim desenvolve uma função dentro da colônia de acordo com sua casta. Na casta real estão os cupins responsáveis pela reprodução, geralmente existem um casal por ninho e as ninfas que poderão se desenvolver e ocupar o lugar da rainha ou rei na ausência destes. Na casta de soldados estão os que defendem a colonia contra os predadores e na casta de operários estão aqueles que constroem o ninho e procuram alimento para as larvas e casta real. 

Todos os cupins são considerados pragas urbanas?

A maioria das espécies de cupins estão no meio ambiente natural e atuam na ciclagem de matéria, não sendo por tanto consideradas pragas, são na verdade espécies benéficas ao meio ambiente.

Alimenta-se não só de madeira, mas como de outras partes das plantas e de fungos. Tendo um papel fundamental na ciclagem de nutrientes, degradando a celulose, atuando na decomposição de matéria orgânica, devolvendo ao solo, os sais minerais e outros elementos essenciais para sua fertilidade.

Existe algumas espécies que são nocivas, devido à rapidez com quem consomem a celulose e por estarem confinadas ao ambiente urbano causam grandes prejuízos ao homem.

Espécies de cupins de ambientes urbanos (sinantrópicos)


Cupim de madeira seca (Coptotermes brevis)

Habita áreas de climas subtropical e tropical, mesmo em regiões que apresentam inverno rigoroso. Espécie que vive estritamente em ambientes urbanos, não havendo registro de indivíduos encontrados na natureza. Extremamente agressivos, constroem seus ninhos em móveis antigos ou madeiramento encontrado em residências, também ocorrem com frequência em materiais celulósicos como livros, tecidos, quadros e obras de arte. Suas colônias são pequenas, com reduzido número de indivíduos (centenas).


Cupim subterrâneo (Coptotermes gestroi)

Os cupins-subterrâneos alimentam-se de madeira e derivados de celulose, tendo hábitos extremamente agressivos. Vivem em ninhos que são construídos em locais ocultos no solo ou em cavidades, a umidade e ausência de luz são condições ideais. Geralmente estes locais são inacessíveis ou  imperceptíveis ao ser humano.
As colônias são consideravelmente grandes, compostas por milhares de indivíduos e, por conseqüência, o ninho expande-se muito com o aumento populacional.

Atacam normalmente madeiras estruturais que estão em contato direto com a alvenaria, exploram largamente o ambiente sempre à procura de novas fontes de alimento. A principal característica desses cupins é a construção de túneis de terra (composto por fezes), denominados túneis de forrageamento.

Heterotermes assu, é um espécie também é conhecida como cupim subterrâneo pela semelhança no comportamento com as espécies de Coptotermes gestroi, contudo estas espécies apresentam comportamento menos agressivo.


Cupim arbóreo (Nasutitermes sp.) 

O comportamento destes cupins em centros urbanos é pouco estudado. É sabido que fazem seus ninhos em postes, cercas, árvores, em residências localizadas próximas de área florestadas e sombreadas. Seus ninhos são grandes constituídos de túneis bem visíveis. 


Cupins de solo ou grama (família Termitidae)

Atacam as raízes de mudas de árvores, além das plantas adultas, fazendo seus seus ninhos no sistema radicular.   prejudicando a absorção e translocação de nutrientes. O principal sinal de infestação é a presença de gramado amarelado. Morfologicamente é caraterizado  pela cabeça é alongada e subretangular com mandíbula longa e retorcida.

Cupim de montículo (Cornitermes cumulans)

Os ninhos são em montículos, de formato variável, de 50 a 100 cm de altura. Apresentam uma câmara externa de terra, de 6 a 10 cm de espessura, cimentada com saliva e a câmara interna, de celulose e terra, menos dura e com galerias. Existem controvérsias quanto aos danos causados por esses cupins, porém, em áreas urbanas, o problema está relacionado à estética e também ao fato de atraírem escorpiões, que se alimentam desses cupins, podendo assim provocar acidentes.

Como os cupins chegam nas nossas casas?

Os cupins inicializam os seu ciclo reprodutivo com a revoada, são comumente atraídos pela iluminação artificial das residências onde perdem suas asas, caem no solo e iniciam-se a busca por um local adequado para construção dos ninhos. Depois de estabelecidos a fêmea faz a sua primeira postura de ovos. A partir daí serão formadas as castas que darão origem ao novo cupinzeiro.

Quais são os sinais de infestação

  • Verifique se há alterações nas madeiras, tais como orifícios.  Bata na madeira para verificar se o madeiramento está oco.
  • Tente escutar os cupins nas medeiras ou paredes. O barulho dos cupins é muito característico, pois eles batem com as cabeças nas paredes.
  • O sinal mais típico é a presença de grânulos (resíduos fecais) amontoados e localizados abaixo dos orifícios.
  • Procure nas paredes por tubos de terras.
  • Em caso de infestações com presença de colônias maduras, a presença de asas espalhadas no recinto.
  • Ao menor sinal de cupins em sua residência contrate o mais rápido possível uma empresa especializada no controle de cupins. Cupins são capazes de consumir madeiramento de forma muito rápida e fazer várias colônias (principal e satélites). Desta forma o quanto mais rápido a colônia principal for descoberta mais fácil será o manejo destas pragas.  

Referências consultadas

INEA. http://www.inea.rj.gov.br/Portal/Agendas/LicenciamentoAmbiental/Licenciamento-saiba-mais/Controledevetoresepragas/VetorPraga9/index.htm&lang=PT-BR