04 May

Roedores - como controlar de forma segura e responsável

Espécies de roedores consideradas pragas

Das diversas espécies de roedores existentes no mundo, apenas três são consideradas pragas urbanas: Mus musculus (camundongo), Rattus rattus (rato-de telhado) e Rattus norvegicus (ratazana). Estes animais se proliferam rapidamente em condições favoráveis, onde encontram alimento, água, abrigo e acesso.

Centros urbanos e proliferação de roedores

Nos grandes centros com o processo de urbanização acelerado vários problemas ambientais foram surgindo e possibilitando a proliferação excessiva destas pragas. A ocupação desordenada do solo, falta de investimento em infraestrutura como esgotamento sanitário e a ausência ou precariedade na coleta, trasporte e disposição final do lixo são alguns destes problemas. Para se ter uma ideia o rato-de-telhado  (Rattus rattus) era considerado um espécie ocorrente em cidades do interior do Brasil e zonas rurais. Desde 2012 esta espécie já era muito encontrada nas grandes metrópoles como Rio e São Paulo (Almeida-Silva et al. 2012).

 

habitat para roedores - Pneu, sacos de lixo e resíduos sólidos dispostos de forma inadequada
Resíduos sólidos dispostos de forma inadequada. Uma das causas da proliferação de roedores.

Principais doenças causadas pelos roedores

Os roedores são reservatórios de diversas doenças pois transportam em seus pelos e patas uma quantidade enorme de microrganismos patogênicos tais como bactérias causadoras de doenças como leptospirose, salmonelose, toxoplasmose, tifo e peste bubônica (ainda não erradicada no mundo, BBC 2015). A leptospirose é uma doença que apresenta elevados índices de casos no Brasil.  Em épocas de enchentes aumentam os riscos de contágio. A doença é transmitida principalmente pelo contato de pessoas com água ou lama contaminada pela urina de ratos e outros mamífero. Em 2018 foram 51 casos confirmados de leptospirose somente no município do Rio de Janeiro (SMS Rio de Janeiro 2019). Esta doença tem grande relevância devido aos prejuízos de ordem econômica e social que pode causar perdas de dias trabalhados, alto custo hospitalar e pode levar o indivíduo ao óbito em casos mais graves.  

Falta de esgotamento sanitário em Belford Roxo - RJ
Falta de esgotamento sanitário em Belford Roxo, RJ. Aumentando o risco de leptospirose causada por roedores. Foto: O Globo. 

Roedores não causam somente doenças 

Além dos danos à saúde humana, roedores geram prejuízos de ordem econômica como a destruição de equipamentos, fiações elétricas, tubulações e quaisquer objetos de plástico, papel, couro, lã e demais materiais sintéticos. Os estragos são variáveis e vão desde roer pequenos objetos, a causar problemas em edifícios e até causar incêndios. Outros prejuízos econômicos estão relacionados com as perdas na produção, armazenamento e distribuição de produtos já que consomem e contaminam diretamente diversos alimentos (Grings 2006).

Rato roendo fiação.
Roedor causando prejuízos na fiação. Foto: Mad Farmer.
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Manejo Integrado de pragas (MIP) e o controle de roedores

O manejo integrado de roedores pode ser realizado seguindo as etapas: inspeção, identificação das espécies, anti-ratização e desratização. Na inspeção é realizado o levantamento da área a ser controlada. Informações sobre localização, número de tocas e acessos servirão de guia para o planejamento das ações a serem executadas. A identificação das espécies é de grande relevância neste processo pois irá direcionar quais os métodos mais adequados para cada tipo de roedor. Anti-ratização são medidas preventivas, que buscam impedir o acesso dos roedores aos recursos disponíveis (água, abrigo, alimento), evitando assim uma proliferação ou uma reinfestação. Na desratização são utilizados de produtos químicos com objetivo de eliminar as pragas (Grings 2006). 

Sanitas e o controle seguro e responsável

Para realizar um trabalho de controle de forma segura e responsável, a Sanitas, utiliza produtos que são certificados pela ANVISA. Estes possuem alta eficiência na eliminação dos roedores, sem prejudicar à saúde do homem e de seus animais domésticos. Os operadores desenvolverão as melhores estratégias para cada cliente, dependendo do empreendimento, fazendo um atendimento personalizado e direcionado. Na fase de vistoria os técnicos altamente capacitados e qualificados, farão as verificações necessárias, para que, a partir dos indícios indicarem os pontos estratégicos para colocação das armadilhas. Os portas-iscas serão colocados em pontos permanentes, dependendo do roedor, a armadinha conterá a isca em forma de granulado, bloco parafinado ou pó de contato.  O monitoramento do porta-isca deve ser constante e dependendo do tipo de isca deverá ser realizado semanalmente. O funcionário devidamente uniformizado deve utilizar o EPI para evitar qualquer tipo de intoxicação ou contaminação. Casos de intoxicação ocorrem quando há contato direto com o produto químico. Já a contaminação pode ocorrer quando o operador ou qualquer outra pessoa manipular o porta-isca. Suor e odores exalados por humanos podem afetar a isca de forma que ela seja rejeitada pelo roedor. 

Literatura e sites consultados 

BBC. 2015. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/10/151015_peste_eua_tg. Acesso em: 03.mai.2019.

GRINGS, V. H. Controle integrado de ratos. Concórdia: Embrapa Suínos e Aves, 2006. Disponível em: http://www.cnpsa.embrapa.br/sgc/sgc_publicacoes/publicacao_c6g65n3m.pdf. Acesso em: 12 fev. 2019. 

SMS. 2019. Disponível em: http://www.rio.rj.gov.br/web/sms/exibeConteudo?id=1533292. Acesso em: 04 mai. 2019. 

O Globo. 2012. Disponível em: https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/casos-de-leptospirose-sao-subestimados-17601082. Acesso: 04.mai. 2019.